12 de out. de 2010

"A Lição da Borboleta"



Andando por um jardim, um homem percebeu um casulo que se contorcia, preso a um galho de árvore. Aproximou-se.
Por uma pequena abertura viu a borboleta que tentava romper aquela casca e libertar-se.
O homem sentou-se e ficou observando aquele silencioso drama da natureza desenrolando-se sob seus olhos.
O tempo passava. A borboleta lutava e nada. A abertura era muito estreita, o casulo era resistente e ela, apesar do esforço, não conseguia sair.
Então, a borboleta parou de lutar. Aparentemente tinham-se esgotado suas forças.
O homem então chegou bem perto do casulo, tocou-o com a ponta do dedo e, imediatamente, a borboleta voltou a se contorcer. Longos minutos de mais esforço e lutae, nada... A borboleta mais uma vez se cansou e ficou imóvel. Parecia ter chegado ao seu limite. 

            O homem então decidiu intervir e ajudar. Com uma pequena tesoura,cuidadosamente foi cortando a parede do casulo até que a borboleta se viu livre. 
Ele sorriu, satisfeito e ficou esperando que ela, finalmente, voasse.
Mas algo estranho ocorreu. O corpo da borboleta estava ainda pequenino e frágil. Suas asas, amassadas, não conseguiam estender-se e permaneciam murchas e atrofiadas.
Ela mal conseguia se arrastar pelo chão. Aquela borboleta nunca seria capaz de voar...
O homem então se deu conta de que, na sua vontade de ajudar, ele, na verdade, havia condenado a borboleta. Ele não sabia que o esforço para romper o casulo era a forma que a natureza tinha inventado para fortalecer o corpo da borboleta, desenvolver suas asas e fazê-la voar.



Algumas vezes, o esforço, a luta é justamente o que nos fortalece e  
prepara para os desafios da vida.

8 de out. de 2010

O Louco de Gibran Kalhil Gibran

Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido,
despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas 
– as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando:

“Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:
“É um louco!”
Olhei para cima, para vê-lo.

O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua,
e minha alma inflamou-se de amor pelo sol,
e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei:
“Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura:
a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido,
pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.

7 de out. de 2010

APESAR DE SONHAR

Apesar de sonhar até mesmo o impossível
Apesar de sorrir sem ao menos ter motivos
Apesar de cantar para disfarçar o pranto
Continuo a afirmar que a felicidade existe...


Apesar de acreditar e às vezes ser traído
Apesar de gostar e não ser correspondido
Apesar de falar e não ser compreendido
Continuo a acreditar que a amizade existe...


Apesar do sol nem sempre estar presente
Apesar da brisa transformar-se em vento forte
Apesar da chuva muitas vezes ser agressiva
Continuo a admirar o esplendor da natureza...


Apesar de conviver com tantas dúvidas
Apesar de me perder nas incertezas
Apesar de viver em eterna busca
Continuo a agradecer o dom da vida!!!


Autor desconhecido

6 de out. de 2010

Sinceridade

Ser sincero é ser franco, ser verdadeiro e simples. 
Ser sincero é enaltecer a lisura de caráter. 
Ser sincero é cultuar a verdade, o princípio certo.
A sinceridade faz surgir a confiança entre as pessoas, estabelece a certeza, nos faz mais fortes. 
A sinceridade afasta-nos da mentira, da injuria, e da calunia.

Retirar a sinceridade de uma relação é torná-la uma virtude teatral.

Retirado da comunidade: Sinceridade Sempre!