22 de set. de 2010

"Mulher independente"

Sou dona de mim, da minha vida e do meu destino
Sigo meu bom senso, minha razão, minha emoção e minha sede de ser livre
Bom é viver assim, sem amarras, sem apego ao passado e
Sem preocupação com questões que ainda não foram superadas,
Pois o mundo ainda precisa evoluir muito, há muito o que
Superar...
Eu penso, reflito e analiso
Sou um ser em constante mutação
Sou “Eu Mesma”, mas não sou “Sempre a Mesma”
Não sou normal, pois ser normal é chato
É repetitivo, e EU gosto de transformações
Gosto de olhar por vários prismas e

Mudar de opinião, de gosto, etc.
A mudança não é somente física,
Mas também é abstrata e intrínseca
A beleza e juventude se vão
Mas o conteúdo da alma permanece ...


Texto de Lúcia Martins, 

18 de set. de 2010

"SER AMANTE OU SER AMADO ??"

 Interessante isso.
Ser amante ou ser amado?
 Ser amante em uma relação impossível,
Ser amante de uma pessoa incrível,
Ser amante em tempo integral,
Mesmo não sendo o ideal.

Ser amado.
Sim, sei que sou amado.
Mas, por um amor impossível de estar ao meu lado.
Ser  amado de forma intensa,
Mas saber que não é possível ter sua presença.

A angústia me consome,
Sua falta é enorme,
Ouvir sua voz me entorpece,
Mas ao mesmo tempo me entristece.

Ser amante ou ser amado?
Ser amante é ter você junto a mim,
Ser amado é saber que mesmo longe, estou a seu lado.
Ser amante ou ser amado?
Vamos ser amantes e eternos namorados.

Mi@

17 de set. de 2010

CANÇÃO DAS MULHERES

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta,  mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva,nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um  pouco em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.

Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo: “Olha que estou tendo muita paciência com você!”
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro: filho,amigo,amante,marido–não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou,nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte,incapaz e gloriosa,assustada e audaciosa: uma mulher.”


Crônica extraída do livro: Pensar é transgredir de Lyz Luft

16 de set. de 2010

Vale a pena postar outra vez: Afinal o que é o amor?


Amar é uma viagem a ser feita com alguém, na qual, ao mesmo tempo em que desfrutamos dessa entrega, desvendamos os mistérios que ela nos apresenta a cada momento.
Certamente cada um de nós, pelo menos uma vez na vida, refletiu sobre o amor.
Essa energia que movimenta toda a humanidade, muito mais preciosa que o ouro, e de cuja existência às vezes se duvida. É procurada nos outros, em nós mesmos, nos livros e, quando não é encontrada, leva à dolorosa sensação de solidão.


O amor não é um convite à infelicidade. Quando, numa relação, as pessoas se sentem amarguradas, convém refletir cuidadosamente, pois o amor é uma energia que impulsiona para a vida. Quando estamos amando alguém, sentimo-nos vivos e em sintonia com o Universo.
Amar não é viver assustado, procurando adivinhar o que o parceiro quer, para obter sua aprovação, ou temendo o seu mau humor. O sentimento do amor nos dignifica e nos dá a verdadeira dimensão do nosso valor; faz-nos sentir que pertencemos à raça humana e que não somos simplesmente meros complementos um do outro.


O amor é uma força que nos leva a enfrentar todos os nossos medos, criados desde as primeiras experiências dolorosas de aproximação. Torna-nos corajosos e ousados, prontos a desafiar o tédio e o comodismo, a enfrentar o desafio do cotidiano, sem deixá-lo transformar-se em rotina. Proporciona-nos uma postura de aprendiz, concedendo-nos a suprema compreensão de que, quando somos levados pelo impulso do amor, realizamos algo. No amor, não estamos nos submetendo ao outro, mas sim obedecendo às ordens do sábio que existe dentro de nossos corações.


Como dizia Antoine Saint-Exupéry: "O amor é o processo em que você me mostra o caminho de retorno a mim mesmo". E sempre voando juntos, mas nunca amarrados!

Trecho do livro "Amar pode dar certo" de Roberto T. Shinyashiki e Eliana Bittencourt Dumet