4 de nov. de 2009

PACIÊNCIA...Por Arnaldo Jabor

Ah! 
Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados. .. 
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão  rara hoje em dia.

Por muito pouco a 'madame' que parece uma 'lady' solta palavrões e berros que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'...
 E o bem comportado executivo? O 'cavalheiro' se transforma
numa 'besta selvagem' no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar..

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha
é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'. 
Aquela velha amiga uma "mala sem alça",o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar,até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela
Internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado. ..

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela
deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo
para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais"
onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você AMA vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no
final do dia vai completar o seu giro ao redor do Sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.. .

SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...

26 de out. de 2009

Publicando mais uma vez....Um Meio ou uma Desculpa


Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.

Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.

Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.

Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. Terá que fazer mestrado estudar muito, ser amigo das pessoas que mais ama, enquanto outros ficaram reclamando da vida se achando burras e sem oportunidade na vida.

A realização de um sonho depende de dedicação “muita dedicação”, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO. Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA!!!

(Roberto Shinyashiki)

23 de ago. de 2009

EU APRENDI A CALAR.

AH! APRENDA A CALAR...

Há muita necessidade de silêncio nos dias atuais...
As pessoas ansiosas por se fazer ouvir, falam cada vez mais alto, como se
isso bastasse para que os outros as escutassem.

E quando não se tem alguém para falar, o celular serve. A pessoa faz uma
ligação e se esquece de que está dividindo o ambiente com outros indivíduos
que não estão interessados no seu assunto.

É impressionante como as pessoas falam muito, e falam alto...
Além de ser um grande desrespeito aos ouvidos alheios, essa gritaria torna
impossível um diálogo entre pessoas de voz moderada,
nesses ambientes comuns.

Mas não é só a falta de silêncio exterior que assola muitas pessoas hoje em
dia. É também a falta de silêncio interior.

Poucos indivíduos ouvem a própria voz e analisam seus
pensamentos antes de exteriorizá-los.

O hábito de meditar antes de expor uma opinião ou um julgamento, é muito
pouco cultivado em nossa sociedade.

E isso tem sido motivo de desarmonia e intrigas,
de mal-entendidos e hostilidades.

Saber calar, saber ouvir, ser senhor de suas palavras e de seus sentimentos
é um desafio que merece ser pensado.

Talvez foi por ter percebido essa necessidade em nosso meio, que um dia observando algumas pessoas escrevi a seguinte mensagem:

Ah! aprenda a silenciar a palavra que sai gritada de seus lábios, ferindo a
sensibilidade alheia e lhe deixando à mercê das companhias inferiores.

Ah! aprenda a calar...
Aprenda a silenciar a palavra suave, mas cheia de ironia que sai de sua boca
ridicularizando, humilhando a quem se dirige e que lhe intoxica, provocando
a dor de estômago, as náuseas ou a enxaqueca.

Ah! aprenda a calar...

Aprenda a silenciar o murmúrio que sai entre dentes, destilando raiva e
rancor e atingindo o alvo, que fere como punhal ao tempo em que lhe
fragiliza a ponto de não se reconhecer, de se assustar consigo mesmo.

Ah! aprenda a calar...

Aprenda a calar o pensamento cruel que lhe passa na mente e que, por
invigilância, se detém nele mais do que deveria. Você se assustaria se
pudesse ver sua máscara espiritual distorcida.

Ah! aprenda a calar...

Aprenda a calar o julgamento que extrapola o que vê e o que sabe, levando-o
a conjeturar sobre o outro, o que não sabe e não viu, plasmando idéias
infelizes que são aproveitadas pelos opositores daquele qu e é julgado.

Ah! aprenda a calar...

Aprenda a calar todo e qualquer sentimento indigno, zelando pelas nascentes
do seu coração, para que não macule e não seja maculado.
Aprenda a vigiar os sentimentos para que cada dia, mais atento e vigilante,
saia da esfera mesquinha a que se aprisiona voluntariamente, e possa alçar
vôos mais altos e sublimes.

Ah! aprenda a calar...

Ah! aprenda, definitivamente, a calar!

RAY PINHEIRO

27 de jul. de 2009

FILHOS


Seus filhos não são seus.
São filhos e filhas da vida e da ânsia de viver.
Vêm ao mundo através de você,
mas não são uma extensão do seu ser.
Estão com você, mas não lhe pertencem.
Podem receber o seu amor, mas não os seus pensamentos, pois têm o seus próprios.
Você pode acolher seus corpos, mas não suas almas,pois elas habitam o amanhã;
algo que você não conhece sequer em sonhos.
Pode tentar ser como eles, mas jamais fazê-los serem iguais a você.
Você é o arco e as crianças são as flechas disparadas em todas as direções.
Pois seja flexível e deixe que o arqueiro as arremesse diretamente para a felicidade.

Gibran Khalil Gibrn, O Profeta

22 de jul. de 2009

A INGRATIDÃO


Nos fazemos felizes, quando acolhemos em nós os resultados positivos daquilo em que colocamos nossa esperança e nosso coração.
Mas, de uma forma igual, a infelicidade nos atinge, não necessariamente por que nos tem como meta, mas por que assim a recebemos.
Para percebermos essa realidade, é só prestarmos atenção às nossas reações ante atos e os verdadeiros desejos daqueles que provocaram.

Há pessoas que nos ferem voluntariamente, mas numa grande maioria das vezes, nos sentimos feridos, tristes e abatidos simplesmente por que reagimos a um fato, gesto feito ou não,ou uma palavra dita ou esquecida.
Nossa sensibilidade ou melhor dizendo, susceptibilidade, encobre nosso céu, mesmo se lá fora o sol brilha com toda a sua força.


O amor puro é incondicional, por que amor, deveria fechar os olhos após cada ato. Dar-se, doar-se por amor, por que assim deve ser e ponto final. Seria a sublimação do altruísmo na raça humana.
Portanto, falhos somos no nosso amor e daí nasce o sentimento de ingratidão que machuca tanto nosso peito.
Achamos que as pessoas são ingratas por que esperamos delas um reconhecimento pelo que fazemos.
Sentimos-nos miúdos, usados, desgastados, por que damos sem cessar do nosso eu, nosso tempo e o retorno nunca vem. E nessa ansiedade, nos tornamos infelizes e culpamos o outro.


Ora... o verdadeiro amor que Deus nos ensina não é uma questão de prestar serviço e aguardar o pagamento. Isso seria um contrato. O verdadeiro amor é dar-se e ter como recompensa o sentimento de ter-se dado e feito bem ao próximo. Nada mais que isso.

Amar incondicionalmente, é amar de olhos fechados e coração escancarado. É atravessar uma ponte e derrubá-la atrás de si, sem esperar retorno. E se contentar com essa ação. Sentir-se recompensado simplesmente por ter dado algo de si.
Se alcançarmos essa grandeza de alma e riqueza de espírito, o sentimento de insatisfação desaparece e atingimos o ápice do amor.

(Letícia Thompson)