17 de set. de 2008

O QUE É A VERDADE?








Buscamos sempre nossa verdade
Nossos sonhos, nossos anseios
Nossos projetos, nossas ilusões
Nossos amores e nossas amizades

E o que é a verdade?

Nossa verdade nos questiona
No que somos e no que queremos
No que devemos ser ou ter

Nosso amor é verdade?
Nosso desejo é verdade?
Nosso pensamento é verdade?
Nossas palavras são verdades absolutas?

Então,
Qual é minha Verdade?
Qual é a sua Verdade?
Qual é a nossa Verdade?

15 de set. de 2008

A Beleza dos Dias Comuns


No final do dia, o marido se dirige à esposa e diz: "Hoje foi um daqueles terríveis dias comuns".

Acho muito interessante como temos uma visão errada sobre os "dias comuns". Dias comuns são aqueles dias em que tudo foi exatamente como sempre havia sido antes. Normalmente, eles são reconhecidos como tediosos e maçantes.
Prefiro observar os "dias comuns" de forma diferente (até porque a maior parte dos nossos dias são "comuns"; se eles forem chatos, a nossa vida tende a ser uma chatice só!).

Para mim, os "dias comuns" têm grande valor. Quer ver?
Nos dias comuns eu não estou doente nem estou com dor (quando tenho alguma dor, o dia não é um dia comum).
Nos dias comuns ninguém que eu amo faleceu ou está muito doente (quando alguém que eu amo está sofrendo, os dias não são comuns).

Nos dias comuns não perco o meu emprego.
Nos dias comuns a minha vida não está envolvida em nenhum escândalo ou catástrofe.
Nos dias comuns as pessoas que eu amo também me amam e não estão "de mal" comigo.
Nos dias comuns eu não passo fome nem frio.
Nos dias comuns eu não participo das guerras,nem vejo a morte bem perto de mim.
Nos dias comuns o sol não provocou uma seca, nem a chuva provocou uma enchente.
Nos dias comuns os amigos não me traem.
Nos dias comuns estou em paz.

Viu? Dias comuns podem se tornar tediosos, mas dias "especiais" (não comuns), podem ser muito difíceis e sofridos. Por isso, prefiro os dias comuns e escolho valorizá-los.

Há alguns dias atrás tive um problema de saúde. Passei mal e tive dor.
Nesse momento, fiquei lembrando do dia anterior... um "dia comum".

No ordinário dos "dias comuns" eu vejo a mão de Deus. Por isso, sou grato pela beleza dos "dias comuns"...

Então... feliz dia comum!

(Helder Pacheco)

14 de set. de 2008

O BEIJO



Beijos
Beijos intensos
Beijos colados
Beijos ousados
Beijos amáveis
Beijos sinceros
Beijos decentes
Beijos gostosos
Beijos ardentes



Beijos calados
Beijos escondidos
Beijos que satisfazem
Beijos que muito dizem
Beijos apressados
Beijos roubados
Beijos desejados



Os beijos mais melados
Os beijos mais interessados
Os mais variados
Os mais difíceis



Com a língua, sem a língua,
Com gosto de chocolate e de morango
Gosto de nada
Gosto de gente
Gosto da pessoa amada
Beijo com desejo
Com intenso sabor
Beijos representam contatos
Onde se trocam desejos

Por isso, Beije muito!

13 de set. de 2008

NEM TUDO É FÁCIL


É difícil fazer alguém feliz,
assim como é fácil fazer triste
É difícil dizer eu te amo,
assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor,
assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje,
assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil se convencer de que se é feliz,
assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir,
assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém,
assim como é fácil olhar para o próprio umbigo
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível.
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos,
Mas também tornemos todos esses desejos,
em REALIDADE.

Texto: Cecília Meireles

7 de set. de 2008

DOCES LEMBRANÇAS DE TARDES ENSOLARADAS!


Relembrando minha adolescência, vêm na memória, muitas coisas lindas que ficaram guardadas pelo tempo junto a pessoas queridas e lugares diferentes.

Debaixo de frondosas árvores saboreando frutas apanhadas no pé, ou fazendo piqueniques com toalhas xadrezas e nossas brigas com as formigas, nossas eternas concorrentes pelos petiscos. E ainda relembrando estórias que nossos avós contavam onde havia: duendes, fadas, princesas, reis e claro príncipes encantados em seus cavalos brancos.

Às margens de riachos jogando pedrinhas em seu leito, fazendo pedidos sem fim, na esperança deles se tornarem realidade. Pescando minúsculos peixinhos e sentindo-nos vitoriosos. Tomando banho na cachoeira, nadando em piscinas formadas por pedras ao pé da mesma, rindo e brincando sem medo de ser feliz. Nessas brincadeiras sempre perdíamos a noção do tempo, deixando todos preocupados com a gente, o que fazia hora ou outra alguém vir nos chamar. “Vamos meninada, está na hora do lanche!”. Saíamos correndo.

Em passeios a cavalo, sob sombras criadas por imensas figueiras, as quais nos levavam a lugares indescritíveis. A minha era uma égua pequena, pois eu era a menor da turma, que dei o nome de Branca, parecia um floco de neve e era tão linda!!! Lembro ainda das charretes que havia, e que muitas vezes acabávamos nelas, em brigas para saber quem iria ficar no comando .

Andar de bicicleta em uma grande turma, cada qual com sua em cores diversas (azul, lilás, verde, Pink), apostando corrida ou apenas passeando. Lembro também dos patinetes, que descíamos a ladeira e eu sempre acabava ficando com alguma coisa roxa ou machucada, por que entre uma volta ou outra, lá estava eu esborrachada no chão.

Os deliciosos lanches da tarde nas casas dos nossos tios, pais, vizinhos que sempre preparavam com todo carinho. Mesa farta com bolos, lanches, sucos, frutas, geléias caseiras, queijos enfim, à hora mais esperada depois de um dia cheio de peripécias nossas.

Ficarmos ao lado das fogueiras nas noites de São João, ouvindo os estalos das madeiras quentes e seguindo as brasas que delas saiam. Rostos corados pela quentura, mas as noites eram frias mesmo.

Levantando ao primeiro canto do galo, para que fossemos tirar leite da vaca e ver os bezerrinhos brigando por ele também. Era só risada.

Corridas atrás das galinhas e fugindo dos galos que viviam querendo bicar nossas pernas, por sermos invasores em seus espaços. Colher os ovos quentinhos em seus ninhos.

Doces lembranças de uma época que não volta mais, que estarão sempre em nossas lembranças e nossos corações.

DOCES LEMBRANÇAS DE TARDES ENSOLARADAS
Mi@